Faz três semanas que o jornal O Estado de S.Paulo está censurado. S.Excia. o presidente do Senado, José Sarney, não gostou de ver notícias de seu filho Fernando, o capataz dos negócios da família, veiculadas no jornal.
O ex-presidente da República, cujo nome vem sendo exposto de forma crua pela mídia nacional, resolveu invetir contra o centenário jornal paulista. O veículo está proibido, por meio de LIMINAR que a família Sarney conseguiu junto à Justiça, de veicular notícias de Fernandinho Sarney.
Em um momento em que a vida nacional andava tão bem de liberdades, reafirmando sua vocação democrática, o velho cacique político udenista (e ex-presidente da ARENA, o partido que sustentou os governos militares no pós-golpe de 1964) vem jogar tinta e manchar a aura das liberdades conquistadas com tanta luta...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Origem do "jeitinho" brasileiro...
De onde vem o tal "jeitinho brasileiro" ?
Quem ainda acha que é uma "invenção" tupiniqim pode ir tirando cavalinho da chuva, como se dizia no século passado (e no retrasado também...)
Jeitinho para se burlar a ordem estabelecida, corrupção, favorecimentos, gastos públicos de forma perdulária, compra e venda de títulos de nobreza, traficantes ao lado do Poder etc etc etc... Tudo isso e MUITO MAIS vc pode encontrar em um livro indispensável para quem deseja conhecer um pouquinho mais do Brasil: "1808". Este é o título de uma das obras que mais se vendeu no ano passado.
Com um ano de atraso, portanto, acabo de ler 1808, do jornalista Laurentino Gomes.
SEN-SA-CI-O-NAL !
E o mais intrigante na obra é que, apesar de toda a bandalheira, vc também vai dar graças a Portugal ter feito o serviço da colonização. Fosse a Espanha, França ou Holanda o Brasil não seria o que é nos dias de hoje. Pro bem (principalmente) e pro mal.
Quem ainda acha que é uma "invenção" tupiniqim pode ir tirando cavalinho da chuva, como se dizia no século passado (e no retrasado também...)
Jeitinho para se burlar a ordem estabelecida, corrupção, favorecimentos, gastos públicos de forma perdulária, compra e venda de títulos de nobreza, traficantes ao lado do Poder etc etc etc... Tudo isso e MUITO MAIS vc pode encontrar em um livro indispensável para quem deseja conhecer um pouquinho mais do Brasil: "1808". Este é o título de uma das obras que mais se vendeu no ano passado.
Com um ano de atraso, portanto, acabo de ler 1808, do jornalista Laurentino Gomes.
SEN-SA-CI-O-NAL !
E o mais intrigante na obra é que, apesar de toda a bandalheira, vc também vai dar graças a Portugal ter feito o serviço da colonização. Fosse a Espanha, França ou Holanda o Brasil não seria o que é nos dias de hoje. Pro bem (principalmente) e pro mal.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Os atos secretos
NOTíCIA:
FOLHA ONLINE de 13.08.2009
Senado tem outros 50 boletins com mais de 460 atos secretos
Atualizado às 01h58.
Mais 15 boletins de pessoal com atos "ultrassecretos" foram encontrados no Senado. Editados entre 1998 e 1999, a maioria trata de aumento de salários com pagamento retroativo para servidores.
Há 11 dias, a Folha já havia revelado a existência de 35 boletins (exclusivo para assinantes) que não constam no relatório da sindicância que apurou o escândalo. Calcula-se que os agora 50 novos boletins contenham cerca de 400 atos ultrassecretos.
O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou a instalação de um inquérito para apurar o caso. "A informação é que são mais de 400. É uma atitude criminosa. É sabotagem", disse o senador.
COMENTÁRIO: Nas palavras do senador primeiro-secretário trata-se de "uma atitude criminosa". Por onde está a polícia federal, então ? E o Ministério Público Federal ? Qual será a opinião do senhor ministro do STF, Gilmar Mendes, para quem jornalista e cozinheiro é a mesma coisa ???
FOLHA ONLINE de 13.08.2009
Senado tem outros 50 boletins com mais de 460 atos secretos
Atualizado às 01h58.
Mais 15 boletins de pessoal com atos "ultrassecretos" foram encontrados no Senado. Editados entre 1998 e 1999, a maioria trata de aumento de salários com pagamento retroativo para servidores.
Há 11 dias, a Folha já havia revelado a existência de 35 boletins (exclusivo para assinantes) que não constam no relatório da sindicância que apurou o escândalo. Calcula-se que os agora 50 novos boletins contenham cerca de 400 atos ultrassecretos.
O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou a instalação de um inquérito para apurar o caso. "A informação é que são mais de 400. É uma atitude criminosa. É sabotagem", disse o senador.
COMENTÁRIO: Nas palavras do senador primeiro-secretário trata-se de "uma atitude criminosa". Por onde está a polícia federal, então ? E o Ministério Público Federal ? Qual será a opinião do senhor ministro do STF, Gilmar Mendes, para quem jornalista e cozinheiro é a mesma coisa ???
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Para aplacar os ânimos, rádio neles !
NOTÍCIA:
12/08/2009 - 05h19
Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan
da Folha Online
Em plena crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa, informa reportagem de Elvira Lobato, publicada nesta quarta-feira pela Folha.
Lula enviou a mensagem ao Congresso na sexta, um dia após violento bate-boca, no plenário, entre Renan e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Renan nega ter influenciado a tramitação.
O senador não figura como acionista da JR Radiodifusão, mas sim seu filho, José Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici (AL). O principal acionista, Carlos Ricardo Santa Ritta, é assessor de Calheiros no Senado. Outro acionista, Ildefonso Tito Uchoa, também foi seu assessor no Senado...
COMENTÁRIO: Se existisse a tal das "boas práticas de Governança Corporativa" na Administração Pública, como se exige das empresas modernas, a quantas horas os Poderes resistiriam no Brasil ?
12/08/2009 - 05h19
Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan
da Folha Online
Em plena crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa, informa reportagem de Elvira Lobato, publicada nesta quarta-feira pela Folha.
Lula enviou a mensagem ao Congresso na sexta, um dia após violento bate-boca, no plenário, entre Renan e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Renan nega ter influenciado a tramitação.
O senador não figura como acionista da JR Radiodifusão, mas sim seu filho, José Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici (AL). O principal acionista, Carlos Ricardo Santa Ritta, é assessor de Calheiros no Senado. Outro acionista, Ildefonso Tito Uchoa, também foi seu assessor no Senado...
COMENTÁRIO: Se existisse a tal das "boas práticas de Governança Corporativa" na Administração Pública, como se exige das empresas modernas, a quantas horas os Poderes resistiriam no Brasil ?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O bêbado e a "Equilibrista"
NOTÍCIA:
A polícia indiciou nesta terça-feira (11) o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, que dirigia, embriagado, a 167 km/h no momento em que colidiu com outro veículo, matando seus dois ocupantes. Um inquérito de 574 páginas foi entregue nesta tarde pelo delegado Armando Braga de Moraes Neto, da Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba, ao Ministério Público do Paraná.
O acidente ocorreu na madrugada do último dia 7 de maio.
De acordo com o laudo da polícia, o carro de Carli teria "decolado" pelo menos dez metros antes da batida em alta velocidade. Morreram no acidente Gilmar Rafael Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20.
Com fraturas na face, Carli foi internado na UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba, seguindo depois para um hospital de São Paulo. Dias depois, ele recebeu alta e foi para a cidade de Guarapuava, no interior do Paraná - município onde seu pai é prefeito.Investigações revelaram que o ex-deputado, que renunciou ao mandato em 29 de maio, foi multado 30 vezes nos últimos seis anos, sendo 23 por excesso de velocidade. Carli acumulou 130 pontos na carteira de motorista.
Exame de dosagem alcoólica divulgado posteriormente pelo IML (Instituto Médico Legal) indicou que Carli tinha 7,87 decigramas de álcool por litro de sangue - a dosagem máxima é de 0,6 g/l.De acordo com o delegado Moraes Neto, o caso agora deve ficar sob a responsabilidade do 2° juiz da Vara de Trânsito de Curitiba.
COMENTÁRIO: E o bêbado continua solto por quê ? Como é mesmo o nome daquela figura personificada em uma mulher, com os olhos vendados, equilibrando duas balanças ?
A polícia indiciou nesta terça-feira (11) o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, que dirigia, embriagado, a 167 km/h no momento em que colidiu com outro veículo, matando seus dois ocupantes. Um inquérito de 574 páginas foi entregue nesta tarde pelo delegado Armando Braga de Moraes Neto, da Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba, ao Ministério Público do Paraná.
O acidente ocorreu na madrugada do último dia 7 de maio.
De acordo com o laudo da polícia, o carro de Carli teria "decolado" pelo menos dez metros antes da batida em alta velocidade. Morreram no acidente Gilmar Rafael Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20.
Com fraturas na face, Carli foi internado na UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba, seguindo depois para um hospital de São Paulo. Dias depois, ele recebeu alta e foi para a cidade de Guarapuava, no interior do Paraná - município onde seu pai é prefeito.Investigações revelaram que o ex-deputado, que renunciou ao mandato em 29 de maio, foi multado 30 vezes nos últimos seis anos, sendo 23 por excesso de velocidade. Carli acumulou 130 pontos na carteira de motorista.
Exame de dosagem alcoólica divulgado posteriormente pelo IML (Instituto Médico Legal) indicou que Carli tinha 7,87 decigramas de álcool por litro de sangue - a dosagem máxima é de 0,6 g/l.De acordo com o delegado Moraes Neto, o caso agora deve ficar sob a responsabilidade do 2° juiz da Vara de Trânsito de Curitiba.
COMENTÁRIO: E o bêbado continua solto por quê ? Como é mesmo o nome daquela figura personificada em uma mulher, com os olhos vendados, equilibrando duas balanças ?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Conceitos de Sustentabilidade
SAIBA MAIS SOBRE SUSTENTABILIDADE
O arborizado campus do Babson College é, sem dúvida, inspirador. Criado em 1919, com o nome de Babson Institute, desde 1969 passou a ser conhecido com o nome atual. Nome não, uma verdadeira “placa”. Este centro de excelência, localizado na cidade de Wellesley, próxima de Boston, no estado de Massachussetts, transformou-se em referência não só em ensino, mas, principalmente, na prática dos valores do empreendedorismo. Não por acaso, o lema da escola é “inovação é nossa tradição”. Por estes corredores passaram alguns dos principais administradores não apenas dos Estados Unidos, como também de outros 60 países, a exemplo do Brasil. São cerca de 1.800 alunos por ano nos cursos de graduação e 1.600 no Mestrado e Educação Executiva....
O experiente Leonard Schlesinger é o novo presidente há cerca de um ano. Ele traz um currículo invejável: já passou por várias empresas, como a Limited Brands (controladora de várias marcas famosas, como The Limited, Victoria Secrets e outras), onde era Vice-Chairman e Chief Operations Officer (COO); foi Vice-Presidente Executivo e acionista da rede de restaurante Au Bon Pain; atuou como consultor para mais de 100 grandes corporações e sua atividade acadêmica inclui 20 anos na Harvard Business School, liderando programas específicos de MBA e educação executiva, destacando-se o Essential Skills and Foundations, arquitetado por ele.
COMENTÁRIO:
Este trecho é a abertura da matéria que reproduz a Entrevista da última edição da revista PLURALE, parceira da Virtual Comunicação. Vale a pena conferir: http://www.plurale.com.br/
O arborizado campus do Babson College é, sem dúvida, inspirador. Criado em 1919, com o nome de Babson Institute, desde 1969 passou a ser conhecido com o nome atual. Nome não, uma verdadeira “placa”. Este centro de excelência, localizado na cidade de Wellesley, próxima de Boston, no estado de Massachussetts, transformou-se em referência não só em ensino, mas, principalmente, na prática dos valores do empreendedorismo. Não por acaso, o lema da escola é “inovação é nossa tradição”. Por estes corredores passaram alguns dos principais administradores não apenas dos Estados Unidos, como também de outros 60 países, a exemplo do Brasil. São cerca de 1.800 alunos por ano nos cursos de graduação e 1.600 no Mestrado e Educação Executiva....
O experiente Leonard Schlesinger é o novo presidente há cerca de um ano. Ele traz um currículo invejável: já passou por várias empresas, como a Limited Brands (controladora de várias marcas famosas, como The Limited, Victoria Secrets e outras), onde era Vice-Chairman e Chief Operations Officer (COO); foi Vice-Presidente Executivo e acionista da rede de restaurante Au Bon Pain; atuou como consultor para mais de 100 grandes corporações e sua atividade acadêmica inclui 20 anos na Harvard Business School, liderando programas específicos de MBA e educação executiva, destacando-se o Essential Skills and Foundations, arquitetado por ele.
COMENTÁRIO:
Este trecho é a abertura da matéria que reproduz a Entrevista da última edição da revista PLURALE, parceira da Virtual Comunicação. Vale a pena conferir: http://www.plurale.com.br/
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Vem aí o ´Mein Kampf´,revisado e comentado
Notícia:
Historiadores preparam edição crítica de "Minha Luta", de Hitler
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:
Objetivo é preparar uma edição com rigor científico do escrito-chave do nazismo antes que os direitos caiam em domínio público no final de 2015. Conselho Central dos Judeus na Alemanha apoia iniciativa.
Na Alemanha, o Conselho Central dos Judeus apoia o Instituto de História Contemporânea, de Munique, na controvérsia em torno da publicação de uma edição comentada de Minha Luta (Mein Kampf), livro escrito por Adolf Hitler.
O secretário-geral do conselho, Stephan Kramer, declarou que considera sensato e importante fazer uma edição científica comentada do livro, apesar das reservas daqueles que se opõem a uma publicação por respeito aos sobreviventes do Holocausto.
A Secretaria de Finanças do estado da Baviera, que detém os direitos autorais de Minha Luta, sempre rejeitou uma reedição do livro. No entanto, os direitos cairão em domínio público após 31 de dezembro de 2015, passados 70 anos da morte de Hitler.
Pesquisadores devem agir antes de "negociatas neonazistas"
Kramer considera importante começar a preparar agora uma edição histórico-crítica bem fundamentada, sobretudo para evitar que o livro se torne objeto de "negociatas neonazistas" no futuro. Historiadores consideram uma lacuna a inexistência de uma reedição cuidadosa acompanhada de comentários.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Minha Luta' era apenas um dos escritos antissemitas do nazismo
Esse é o projeto que o Instituto de História Contemporânea, fundado em 1949, pretende realizar nos próximos seis anos. O instituto de pesquisa já está em negociação com o governo estadual da Baviera, em "um diálogo construtivo sobre as vantagens e desvantagens de uma edição crítica" de Minha Luta.
Um dos argumentos frequentemente usados contra uma publicação é o temor de que ela venha a representar um sinal errado da Alemanha para o mundo. Afinal, o livro de Hitler, publicado em 1924, é considerado um documento-chave do nazismo.
Por outro lado, o instituto de pesquisa de Munique argumenta que uma edição histórico-crítica supriria uma lacuna importante. Mesmo sem dispor de uma autorização de publicação, o instituto já deu início aos trabalhos preliminares. Os historiadores confirmam que uma edição bem fundada de Minha Luta requer "investigações trabalhosas".
Resistência à publicação diminui
Mesmo que a venda de edições usadas do livro de Hitler não seja proibida na Alemanha, falta uma reedição comentada com embasamento científico. Para o historiador Ulrich Herbert, a recusa da Secretaria das Finanças da Baviera em ceder os direitos de Minha Luta para publicação lembra "o antifascismo rançoso dos anos 50".
Nesse sentido, já há – no entanto – sinais de flexibilidade por parte dos políticos. O secretário estadual bávaro de Ciência e Pesquisa, Wolfgang Heubisch, do Partido Liberal, é a favor da reedição da obra pelo Instituto de História Contemporânea.
Para o historiador Eberhard Jäckel, especialista em Holocausto, isso é um sinal de que as coisas estão mudando. Ele afirma ter reivindicado há anos uma edição de Minha Luta e diz se lembrar de que o instituto de pesquisa de Munique rejeitou a ideia na época. Este, por sua vez, refutou a acusação de omissão, qualificando-a como infundada.
Assim como o secretário-geral do Conselho Central dos Judeus, o secretário estadual bávaro é favorável à publicação de Minha Luta por considerar um perigo "o que charlatões e neonazistas poderão vir a fazer com essa obra vergonhosa quando os direitos caírem em domínio público".
Revisão: Alexandre Schossler
site: http://www.dw-world.de/
COMENTÁRIO: Vem aí uma obra polêmica. Do ponto de vista editorial pode arrebentar de vender. Eu, por exemplo, duvido que 5% da população brasileira com menos de 40 anos tenha sequer ouvido falar neste livro...
Historiadores preparam edição crítica de "Minha Luta", de Hitler
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Objetivo é preparar uma edição com rigor científico do escrito-chave do nazismo antes que os direitos caiam em domínio público no final de 2015. Conselho Central dos Judeus na Alemanha apoia iniciativa.
Na Alemanha, o Conselho Central dos Judeus apoia o Instituto de História Contemporânea, de Munique, na controvérsia em torno da publicação de uma edição comentada de Minha Luta (Mein Kampf), livro escrito por Adolf Hitler.
O secretário-geral do conselho, Stephan Kramer, declarou que considera sensato e importante fazer uma edição científica comentada do livro, apesar das reservas daqueles que se opõem a uma publicação por respeito aos sobreviventes do Holocausto.
A Secretaria de Finanças do estado da Baviera, que detém os direitos autorais de Minha Luta, sempre rejeitou uma reedição do livro. No entanto, os direitos cairão em domínio público após 31 de dezembro de 2015, passados 70 anos da morte de Hitler.
Pesquisadores devem agir antes de "negociatas neonazistas"
Kramer considera importante começar a preparar agora uma edição histórico-crítica bem fundamentada, sobretudo para evitar que o livro se torne objeto de "negociatas neonazistas" no futuro. Historiadores consideram uma lacuna a inexistência de uma reedição cuidadosa acompanhada de comentários.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Minha Luta' era apenas um dos escritos antissemitas do nazismo
Esse é o projeto que o Instituto de História Contemporânea, fundado em 1949, pretende realizar nos próximos seis anos. O instituto de pesquisa já está em negociação com o governo estadual da Baviera, em "um diálogo construtivo sobre as vantagens e desvantagens de uma edição crítica" de Minha Luta.
Um dos argumentos frequentemente usados contra uma publicação é o temor de que ela venha a representar um sinal errado da Alemanha para o mundo. Afinal, o livro de Hitler, publicado em 1924, é considerado um documento-chave do nazismo.
Por outro lado, o instituto de pesquisa de Munique argumenta que uma edição histórico-crítica supriria uma lacuna importante. Mesmo sem dispor de uma autorização de publicação, o instituto já deu início aos trabalhos preliminares. Os historiadores confirmam que uma edição bem fundada de Minha Luta requer "investigações trabalhosas".
Resistência à publicação diminui
Mesmo que a venda de edições usadas do livro de Hitler não seja proibida na Alemanha, falta uma reedição comentada com embasamento científico. Para o historiador Ulrich Herbert, a recusa da Secretaria das Finanças da Baviera em ceder os direitos de Minha Luta para publicação lembra "o antifascismo rançoso dos anos 50".
Nesse sentido, já há – no entanto – sinais de flexibilidade por parte dos políticos. O secretário estadual bávaro de Ciência e Pesquisa, Wolfgang Heubisch, do Partido Liberal, é a favor da reedição da obra pelo Instituto de História Contemporânea.
Para o historiador Eberhard Jäckel, especialista em Holocausto, isso é um sinal de que as coisas estão mudando. Ele afirma ter reivindicado há anos uma edição de Minha Luta e diz se lembrar de que o instituto de pesquisa de Munique rejeitou a ideia na época. Este, por sua vez, refutou a acusação de omissão, qualificando-a como infundada.
Assim como o secretário-geral do Conselho Central dos Judeus, o secretário estadual bávaro é favorável à publicação de Minha Luta por considerar um perigo "o que charlatões e neonazistas poderão vir a fazer com essa obra vergonhosa quando os direitos caírem em domínio público".
Revisão: Alexandre Schossler
site: http://www.dw-world.de/
COMENTÁRIO: Vem aí uma obra polêmica. Do ponto de vista editorial pode arrebentar de vender. Eu, por exemplo, duvido que 5% da população brasileira com menos de 40 anos tenha sequer ouvido falar neste livro...
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